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Por José Roberto Marques Acredite que é sempre importante ouvir os outros. Não estaríamos falando sobre Coaching se pregássemos qualquer premissa que não estivesse no sentido da valorização dos relacionamentos humanos. Este é um processo cuja base está...

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Julgamentos: Como eles afetam nossa saúde

Publicado por: Redação
10/12/2015 21:17:15

Por José Roberto Marques

Acredite que é sempre importante ouvir os outros. Não estaríamos falando sobre Coaching se pregássemos qualquer premissa que não estivesse no sentido da valorização dos relacionamentos humanos. Este é um processo cuja base está no paralelo Eu/Outro e focado em desenvolver esta relação.

 

No que tange à saúde, adquirimos o hábito do julgamento desde cedo: “menino, o que acontece com você? Está com cara de doente”, dizem os adultos. Logo a criança aprende que o doente tem uma “cara” e que é possível identificar a condição física, mental, espiritual, social das pessoas pelos fatores externos.

 

“Veja aquela mulher, parece louca!”
“O fulano está tão magro… do jeito que é deve estar com AIDS.”

 

Esses enunciados são extremamente comuns e se constituem pelo “ethos” (hábitos, crenças e costumes) da pessoa doente, ou seja, o enfermo, via de regra, já está constituído no nosso imaginário por meio desses discursos que fazem julgamentos da saúde alheia em todos os seus níveis.

 

Aprendemos como os sintomas se manifestam e o que pode ser sinal do que. Assim, passamos a especular de forma discriminadora e, muitas vezes, caluniosa sobre a condição de saúde dos outros.

 

JULGAMENTOS LEVAM À EXCLUSÃO

 

A exclusão sempre foi uma marca da condição de doença. Quem quer cuidar daquela tia debilitada ou do irmão com catapora? Os doentes desde tempos imemoriais sempre foram condenados à marginalização e a perda da cidadania. A condição dos leprosos até o século XIX era de total abandono e descaso.

 

Os manicômios eram também a prisão dos loucos, que não estavam de acordo com a normalização do comportamento em sociedade. Qualquer mancha mais evidente na pele era suficiente para que a pessoa fosse retirada do convívio social. As marcas da doença acabavam também por gerar uma mácula social e consequentemente mental e espiritual.

 

A magreza nem sempre é sinal de má alimentação, como nem sempre a obesidade está relacionada à gula. Pessoas magras e jovens sofrem infarto, como pessoas obesas não necessariamente têm diabetes ou pressão alta. A magreza não significa que o individuo é portador do vírus HIV ou que sofra de anorexia, do mesmo modo que a obesidade pode estar ligada a fatores emocionais e hormonais.

 

Todos esses julgamentos fazem parte da nossa cultura de classificar os outros, identificá-los pelos estereótipos já constituídos.

 

EVITE FAZER JULGAMENTOS E ALIMENTAR ESTEREÓTIPOS

 

A insanidade mental tem diversas causas e diversas formas de manifestação. Quando assistimos no noticiário sobre jovens que cometem chacinas, matando diversas pessoas, geralmente ouvimos seus familiares e amigos dizerem: “ele parecia alguém normal”.

 

O julgamento sobre a condição mental das pessoas é falho O considerado louco pode ter domínio sobre uma determinada área de conhecimento, embora seu comportamento pareça inadequado para o convívio social, mas aquele que julgamos socialmente adequado pode sofrer de alguma alteração neurológica ou psicológica/psiquiátrica que o leve a grandes atos de desatino.

 

Para todas essas situações a melhor forma de agir é não julgando! A preocupação sincera com os outros facilita o rapport que consequentemente facilita o processo de Coaching. É importante nos atentarmos para a valorização do potencial interno de cada um.

 

Os deficientes físicos sempre foram vistos como incapazes, improdutivos, fadados a uma vida sem significado, reclusa e triste. Aqueles que nasciam sem um membro ou com alguma dificuldade cognitiva eram tidos como uma maldição nas famílias que, a partir de então, teria o fardo de cuidar de um “inválido”.

 

Esses julgamentos da pessoa com deficiência ainda existem, mas a produtividade da pessoa com deficiência hoje nos convida a rever nossas opiniões e condutas. Não apenas no mercado de trabalho, desempenhando todo e qualquer tipo de função, mas também no esporte com rendimento tal qual aos esportistas não deficientes.

 

É esse potencial infinito que devemos alcançar e estimular independente da condição do nosso corpo físico. Lembre-se sempre de se lembrar disso, evite fazer julgamentos e tenha maior qualidade de vida e relações mais saudáveis!


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