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pesquisa mensal da variação e custo da cesta básica realizada no município de Salvador, bem como em outras 26 capitais, referente ao mês de maio de 2017

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Resultados da Pesquisa da Cesta Básica no mês de maio em Salvador

Publicado por: Redação
11/06/2017 07:36:41

CUSTO DA CESTA BÁSICA TEM COMPORTAMENTO DIFERENCIADO NAS CAPITAIS

 

Em maio, o custo do conjunto de alimentos essenciais diminuiu em 16 das capitais brasileiras e aumentou em outras 11, segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). As maiores quedas foram registradas em Fortaleza (-4,39%), Palmas (-4,25%), Salvador (-4,18%) e Vitória (-2,20%). Já as elevações foram observadas em Recife (2,89%), São Paulo (2,83%) e Aracaju (1,96%).

 

Porto Alegre foi a cidade com a cesta mais cara (R$ 460,65), seguida por São Paulo (R$ 458,93), Florianópolis (R$ 446,52) e Rio de Janeiro (R$ 442,56). Os menores valores médios foram observados em Rio Branco (R$ 333,15) e Salvador (R$ 351,31).

 

Em 12 meses, 16 cidades acumularam alta. As elevações mais expressivas foram observadas em Natal (8,14%), Fortaleza (7,83%) e Aracaju (7,59%). As reduções ocorreram em 11 capitais, com destaque para Belo Horizonte (-4,38%), Brasília (-4,32%) e Manaus (-2,89%).

 

Nos primeiros cinco meses de 2017, 11 capitais acumularam alta, com destaque para Recife (9,03%), Aracaju (6,10%), Teresina (4,86%) e João Pessoa (4,82%). As maiores retrações aconteceram para Rio Branco (-13,34%), Cuiabá (-5,56%), Manaus (-5,10%) e Maceió (-3,59%).

 

Com base na cesta mais cara, que, em maio, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em maio de 2017, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.869,92, ou 4,13 vezes o mínimo de R$ 937,00. Em abril de 2017, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.899,66, ou 4,16 vezes o mínimo vigente. Em maio de 2016, o salário mínimo necessário foi de R$ 3.777,93, ou 4,29 vezes o piso vigente, que equivalia a R$ 880,00.

 

CUSTO DA CESTA BÁSICA REGISTRA REDUÇÃO EM SALVADOR

 

Em maio de 2017, o custo da cesta básica na capital baiana registrou redução de 4,18%, em relação a abril de 2017 e passou a custar R$ 351,31, contra os R$366,63 registrados no mês anterior. Este é o segundo menor valor dentre as 27 capitais onde o DIEESE realiza a pesquisa. Na variação em 12 meses, os gêneros alimentícios apresentaram redução de -0,79% em Salvador, de junho de 2016 a maio de 2017.

 

Em maio, as reduções foram registradas no preço médio do tomate (-30,10%), do açúcar cristal       (-8,79%), do arroz branco (-5,09%), do leite (-3,42%), da banana da prata (-2,79%), do óleo de soja (-1,55%) e do café (-1,25%). Por sua vez, os aumentos ocorreram no preço do feijão carioquinha (13,85%), da manteiga (2,12%), do pão francês (1,95%), da carne de primeira (1,55%) e da farinha amarela (0,92%).

 

Em maio de 2017, o trabalhador soteropolitano remunerado pelo Salário Mínimo, comprometeu 82 horas e 29 minutos de sua jornada mensal para adquirir os gêneros essenciais. Em abril, houve um comprometimento maior. Naquele mês, foram necessárias 86 horas e 05 minutos. Quando se compara o custo da cesta em relação ao salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, o comprometimento foi de 40,75% em abril, percentual menor que os 42,53% de abril.

 

CESTA BÁSICA X SALÁRIO MÍNIMO

 

Em maio de 2017, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 92 horas e 43 minutos, menor que o de abril, 93 horas e 17 minutos. Em maio de 2016, o tempo era de 97 horas e 00 minutos.

 

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em maio, 45,81% do salário mínimo para adquirir os mesmos produtos que, em abril, demandavam 46,09%. Em maio de 2016, o percentual foi de 47,93%.

 

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS[1]

 

Entre abril e maio, houve predominância de alta no preço da batata, pesquisada nas regiões Centro-Sul, da manteiga e do café em pó. Óleo de soja, açúcar e arroz tiveram redução média de valor na maior parte das cidades.

 

Coletada no Centro-Oeste, Sul e Sudeste, a batata apresentou alta em todas as cidades, com destaque para as variações em São Paulo (26,09%), Curitiba (16,89%), Porto Alegre (16,61%), Brasília (14,59%) e Belo Horizonte (13,00%). Em 12 meses, houve retração em todas as cidades, entre -52,83%, em Cuiabá e -33,77%, em São Paulo. As chuvas e a oferta controlada do tubérculo fizeram com que o preço da batata tivesse elevação em todas as cidades.

 

Em maio, o preço da manteiga aumentou em 24 cidades. Os aumentos variaram entre 0,17%, em Vitória e 12,23%, em Recife. As diminuições foram anotadas em Goiânia (-1,57%), Palmas (-1,13%) e Rio Branco (-1,07%). Em 12 meses, o preço médio do produto registrou aumento em 27 cidades e as altas acumuladas ficaram entre 23,15%, em Porto Velho, e 58,73%, em Goiânia. O leite segue em entressafra e com oferta restrita. Os preços dos derivados apresentaram aumento, apesar da demanda enfraquecida. Já o preço do leite integral de caixinha, outro derivado, subiu em 10 cidades, com destaque para Natal (2,65%) e Florianópolis (1,93%); ficou estável em duas (Belém e João Pessoa) e diminuiu em 15, sendo que as maiores quedas foram registradas em Salvador (-3,42%) e Manaus (-2,91%). Em 12 meses, as taxas acumuladas positivas ocorreram em 22 cidades – com destaque para Teresina (11,62%), Cuiabá (11,14%) e Rio Branco (10,51%). Em Recife, o preço médio não variou e a queda mais expressiva foi anotada em Vitória (-4,51%).

 

O preço do café aumentou em 19 cidades, em maio. As variações positivas oscilaram entre 0,31%, em Teresina e Manaus, e 2,44%, em Belém. Nas demais capitais, houve redução, cm destaque para as taxas de Fortaleza (-7,75%) e Goiânia (-4,45%). Em 12 meses, todas as cidades mostraram alta, que variou entre 12,73%, em Florianópolis, e 39,81%, em Goiânia. Alguns motivos explicam o aumento: chuvas volumosas, valorização do dólar frente ao real, maior demanda e retração dos vendedores frente às incertezas econômicas e políticas do país.

 

O preço do óleo de soja diminuiu em 27 capitais, em maio. O recuo variou entre -10,54%, em Belo Horizonte, e -1,55%, em Salvador. Em 12 meses, o valor decresceu em 21 localidades, com taxas entre -11,80%, em Belo Horizonte, e -0,59%, em Goiânia. As altas acumuladas mais expressivas ocorreram em Aracaju (7,25%) e Salvador (6,11%). Apesar da maior exportação e demanda firme por óleo para o biodiesel, o preço interno do óleo de soja no varejo segue em trajetória de queda.

 

O açúcar apresentou queda de preços em 25 capitais entre abril e maio, com taxas que oscilaram entre -8,79%, em Salvador e -1,08%, em Porto Velho. Em São Paulo o preço não variou e aumentou em Maceió (0,69%). Em 12 meses, foram registradas altas em 14 cidades, com destaque para Campo Grande, 12,61%; estabilidade em Aracaju e Teresina e queda em outras 11, sendo a mais expressiva anotada em Brasília (-19,73%). Apesar das chuvas que dificultaram a colheita no início de maio e da forte alta do preço internacional do açúcar, no varejo, os preços seguem em trajetória de queda.

 

O preço do arroz diminuiu em 19 cidades, com variações entre -5,38%, em Fortaleza, e     -0,27%, em Natal. Não houve variação de preço em Maceió, João Pessoa, Manaus, Boa Vista e Belém. Os aumentos foram anotados em Curitiba (1,89%), Porto Velho (3,17%) e Campo Grande (3,25%). Em 12 meses, 25 cidades mostraram alta, com taxas que variaram entre 1,70%, em São Paulo, e 19,68%, em Manaus. Em Belém, a taxa acumulada foi 0,00% e em Cuiabá, -0,31%. Apesar da retração dos produtores, que esperam elevação dos preços, a baixa demanda dos centros consumidores fez com que o preço do arroz diminuísse.

 

O feijão teve alta de preço em 14 cidades e redução em 13. O do tipo carioquinha, pesquisado nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e em São Paulo, apresentou comportamento heterogêneo. Entre as altas, destacam-se as de Porto Velho, (14,09%), Salvador (13,85%), Palmas (12,02%) e Belo Horizonte (10,48%). Nas capitais onde foi observada retração, as mais expressivas foram a de Manaus (-11,35%) e Fortaleza (-10,52%). Já o preço do feijão preto diminuiu em quase todas as localidades onde é pesquisado - capitais do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro. Em Porto Alegre, a queda foi de -6,78%, em Vitória, de -5,51%, em Curitiba, de -3,17%, no Rio de Janeiro, de-1,38%. Em Florianópolis, o preço aumentou (1,01%). Em 12 meses, o valor do grão carioquinha diminuiu em todas as cidades pesquisadas: as quedas variaram entre -31,50%, em Belém, e -0,14%, em Manaus. Já o tipo preto, em 12 meses, aumentou em quase todas as localidades, com destaque para Florianópolis (10,07%) e Porto Alegre (8,70%). Em Curitiba, foi registrada retração de -9,15%. A escassez do grão de boa qualidade, no caso do feijão carioquinha, levou a uma grande oscilação de preços deste tipo em maio. As chuvas também dificultaram a colheita e a oferta foi reduzida. O feijão preto, apesar de ser um substituto para o feijão carioquinha, passou a ser importado da Argentina e teve o preço reduzido na maioria das cidades pesquisadas.

 

TABELA 1 - PESQUISA NACIONAL DA CESTA BÁSICA DE ALIMENTOS

CUSTO (R$) E VARIAÇÃO (%) DA CESTA BÁSICA EM 27 CAPITAIS

BRASIL, MAIO DE 2017

Capital

Valor da cesta

Variação mensal (%)

Porcentagem do Salário Mínimo Líquido

Tempo de trabalho

Variação no ano

(%)

Variação anual (%)

Porto Alegre

460,65

-0,76

53,44

108h10m

0,36

3,88

São Paulo

458,93

2,83

53,24

107h45m

4,57

2,05

Florianópolis

446,52

-1,55

51,80

104h50m

-1,60

6,16

Rio de Janeiro

442,56

-1,33

51,34

103h55m

-0,27

1,50

Brasília

422,53

-1,13

49,02

99h13m

-2,13

-4,32

Vitória

422,03

-2,20

48,96

99h05m

-1,01

0,73

Fortaleza

404,50

-4,39

46,92

94h58m

2,62

7,83

Curitiba

403,51

-0,26

46,81

94h44m

-1,55

-1,59

Belém

402,76

1,17

46,72

94h34m

-1,94

-0,05

Cuiabá

402,52

-2,16

46,69

94h31m

-5,56

-1,85

Teresina

397,38

0,02

46,10

93h18m

4,86

5,79

Campo Grande

395,11

-1,76

45,83

92h46m

-3,17

-1,62

Goiânia

392,72

1,00

45,56

92h13m

1,52

1,94

Belo Horizonte

390,60

-1,70

45,31

91h43m

-1,03

-4,38

Boa Vista

387,98

-0,26

45,01

91h05m

-1,95

-2,24

Porto Velho

385,76

0,47

44,75

90h34m

2,14

6,91

João Pessoa

383,81

0,34

44,52

90h07m

4,82

6,20

Recife

379,39

2,89

44,01

89h05m

9,03

7,24

Maceió

377,51

0,77

43,79

88h38m

-3,59

5,69

Palmas

376,15

-4,25

43,63

88h19m

-1,81

1,70

Manaus

374,92

0,25

43,49

88h02m

-5,10

-2,89

Aracaju

371,00

1,96

43,04

87h07m

6,10

7,59

Macapá

369,38

0,30

42,85

86h44m

-0,24

-2,37

Natal

364,97

-1,05

42,34

85h41m

3,70

8,14

São Luís

364,80

-0,21

42,32

85h39m

2,45

1,30

Salvador

351,31

-4,18

40,75

82h29m

-1,08

-0,79

Rio Branco

333,15

-0,01

38,65

78h13m

-13,34

-0,64

 

Fonte: DIEESE

 

TABELA 2 - PESQUISA NACIONAL DA CESTA BÁSICA DE ALIMENTOS

VARIAÇÃO MENSAL DO GASTO POR PRODUTO NAS 27 CAPITAIS (%)

BRASIL, MAIO DE 2017

 

Produtos

Centro-Oeste

Sudeste

Sul

 

Brasília

Campo Grande

Cuiabá

Goiânia

Belo Horizonte

Rio de Janeiro

São Paulo

Vitória

Curitiba

Florianópolis

Porto Alegre

Total

-1,13

-1,76

-2,16

1,00

-1,70

-1,33

2,83

-2,20

-0,26

-1,55

-0,76

 

Carne

0,31

-1,32

-0,65

-0,35

-0,55

0,09

3,16

0,13

0,55

0,00

-0,68

 

Leite

-0,25

0,58

-2,57

-2,42

0,64

1,89

1,06

-0,59

0,29

1,93

0,35

 

Feijão

6,18

7,02

-1,08

2,91

10,48

-1,38

2,81

-5,51

-3,17

1,01

-6,78

 

Arroz

-1,21

3,25

-4,22

-1,07

-4,53

-3,15

-2,92

-2,23

1,89

-0,58

-4,79

 

Farinha

-2,21

-1,25

-1,14

-2,39

-6,39

-3,49

-0,64

-2,39

-1,15

-2,47

0,00

 

Batata

14,59

9,62

5,84

9,34

13,00

5,45

26,09

7,62

16,89

4,31

16,61

 

Tomate

-12,91

-11,51

-13,54

6,91

-10,51

-10,43

-0,50

-17,47

-0,40

-12,76

1,20

 

Pão

2,03

1,12

-0,51

1,52

0,87

-0,17

12,74

0,15

-0,64

0,37

1,07

 

Café

-0,86

1,96

2,13

-4,45

-0,17

-0,07

0,99

-2,46

0,77

1,34

1,21

 

Banana

-7,62

-10,79

-3,16

2,65

-17,27

-6,45

-10,35

-1,49

-7,51

-6,57

-7,41

 

Açúcar

-2,01

-4,29

-1,59

-6,64

-2,13

-2,38

0,00

-6,61

-2,04

-4,06

-4,86

 

Óleo

-5,57

-4,40

-6,21

-4,51

-10,54

-7,18

-6,58

-10,22

-9,00

-3,20

-7,66

 

Manteiga

0,58

2,01

2,25

-1,57

3,32

6,39

3,41

0,17

2,53

3,67

3,31

 

(continuação)


TABELA 2 - PESQUISA NACIONAL DA CESTA BÁSICA DE ALIMENTOS

VARIAÇÃO MENSAL DO GASTO POR PRODUTO NAS 27 CAPITAIS (%)

BRASIL, MAIO DE 2017

 

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Produtos

Norte

Nordeste

Belém

Boa Vista

Macapá

Manaus

Palmas

Porto Velho

Rio Branco

Aracaju

Fortaleza

João Pessoa

Maceió

Natal

Recife

Salvador

São Luís

Teresina

Total

1,17

-0,26

0,30

0,25

-4,25

0,47

-0,01

1,96

-4,39

0,34

0,77

-1,05

2,89

-4,18

-0,21

0,02

Carne

1,23

0,48

0,04

-1,17

-1,51

0,58

0,24

3,03

-2,71

-0,32

1,25

-0,50

-1,12

1,55

0,44

0,00

Leite

0,00

-1,52

-2,13

-2,91

-0,28

0,28

-0,26

-0,53

-1,49

0,00

1,84

2,65

-1,73

-3,42

-2,66

-0,45

Feijão

8,49

-5,34

-2,02

-11,35

12,02