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  Quem diria que uma simples esponja de lavar louças, presente em todos os lares brasileiros, poderia representar um verdadeiro risco à saúde? Foi o que revelou um estudo realizado por estudantes da DeVry | Metrocamp, ao comparar a presença de bactéria...

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Entre esponja de cozinha e uma privada não há diferença, diz estudo

Publicado por: Redação
06/07/2017 13:11:26
 

Quem diria que uma simples esponja de lavar louças, presente em todos os lares brasileiros, poderia representar um verdadeiro risco à saúde? Foi o que revelou um estudo realizado por estudantes da DeVry | Metrocamp, ao comparar a presença de bactérias e de fungos em esponjas higienizadas, mas que foram armazenadas junto a unidades que não receberam o mesmo cuidado. Nestas últimas, o resultado preocupa: foram encontrados milhões de “hóspedes” indesejados, incluindo aqueles responsáveis por uma série de doenças como Escherichia coli (coliformes fecais), Staphylococcus aureus (bactéria associada a infecções), além de leveduras como Rhodotorula e fungos como Aspergillus, Penicillium e Cladosporium.

 

“O problema está na falta de higienização adequada e no modo como as esponjas são armazenadas”, destaca a professora Dra. Rosana Siqueira, que orientou o levantamento pelas alunas de Microbiologia Cláudia Tonetti, Luana Pinheiro e Larissa Piovan. “É fundamental guardá-las limpas e secas, pois a presença de água, juntamente com restos de alimentos, favorece a multiplicação de microrganismos e pode gerar contaminação cruzada, aumentando a probabilidade de doenças, especialmente em crianças, idosos e pessoas com a imunidade debilitada”, explica, acrescentando, ainda, que os coliformes fecais em quantidade elevada desencadeiam problemas gastrointestinais como diarreia, vômitos, febres e dores abdominais.

 

Metodologia utilizada

 

Para o estudo, foram avaliadas 18 esponjas coletadas de residências, sendo sete sem data específica de início de uso e sem nenhum modo de higienização; quatro usadas apenas por sete dias – como em geral recomendam os fabricantes -– e outras sete usadas por 15 dias, sendo que estas últimas foram higienizadas pelo menos uma vez ao dia ou de três em três dias após o uso. “Optamos por analisar as unidades com 15 dias de uso, porque raramente as donas de casa trocam as esponjas a cada sete dias, como é o indicado”, ressalta a Dra. Rosana.

 

Nas esponjas sem data estipulada de início de uso, foram encontrados milhões de bactérias e fungos. Já naquelas que foram usadas apenas por 15 dias, mas com a adoção de métodos de higienização, essa contagem ficou bem reduzida, atingindo, em sua maioria, em torno de 500 ou menos bactérias ou fungos. Nas esponjas usadas apenas sete dias, não foi tão significativa a redução microbiana, o que evidencia a importância da higienização.

 

Como prevenir a contaminação

 

“Evitar os riscos é fácil, basta que a limpeza regular vire uma rotina”, aponta a Dra. Rosana. “É essencial higienizar as esponjas de preferência uma vez ao dia, seja deixando de molho em solução com uma a duas colheres de sopa de água sanitária em 1 litro de água por, no mínimo, 10 minutos, ou ainda fervendo por 10 minutos no micro-ondas ou no fogão”, orienta. “É importante que a esponja fique submersa, assim os dois lados ficam em contato com a água quente. Em seguida, é só torcer bem e guardar em lugar seco e arejado”, finaliza a microbiologista.

 

 

 

 


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