Num futuro próximo, humanos serão antenas para o 6G

Publicado por: Redação
13/01/2023 12:56:36
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Cortesia Editorial Pixabay
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Nova tecnologia tem por base uma simples bobina de cobre, que pode ser usada como pulseira no antebraço de qualquer indivíduo.

 

Num passado recente, a discussão sobre a incorporação da tecnologia de 5G em humanos motivou o aparecimento das mais mirabolantes teorias da conspiração — algumas das quais envolvendo as vacinas da covid-19.

 

No entanto, a ciência não se deixa afetar por elas, com os investigadores  estarem em fases de experimentação e testes para o próximo sistema móvel de telecomunicações, o 6G.

 

Em cima da mesa estão  um conjunto de ideias, mas há uma, com origem na Universidade de Massachusetts, que está a gerar especial curiosidade.

 

Em causa está a sugestão de que os humanos podem ser usados como antenas móveis para tornar o sistema mais eficiente.

 

Tal como lembra o site IFL Science, a tecnologia de 5G usa ondas de rádio para codificar e transportar informação. É capaz de transportar até 10 vezes mais informação do que o seu antecessor, o 4G, utilizando frequências mais altas de ondas de rádio que são capazes de atravessar com mais largura de banda.

 

A perspetiva é que o 6G atinja larguras de banda mais elevadas e que, por isso, consiga transmitir uma maior quantidade de informação, através do Visible Light Communication (VLC). De acordo com a mesma fonte, em vez de ondas de rádio, a informação pode ser transmitida por LED’s que rapidamente se acendem e apagam.

 

“O VLC é bastante simples e interessante. Em vez de utilizar sinais de rádio para enviar informação sem fios, utiliza a luz dos LEDs que podem ligar e desligar, até um milhão de vezes por segundo”, explicou Jie Xiong, professor de informação e ciências informáticas na Universidade de Massachusetts.

 

O investigador especifica ainda que qualquer aparelho com uma câmera, como um smartphone, um tablet ou um notebook pode ser usado como recetor.

 

Trata-se de uma proposta interessante, certamente, mas que apresenta problemas, como é o desperdício de energia, que é lançada para o ambiente e perdida.

 

Como tal, num novo artigo, os pesquisadores da Universidade de Massachusetts exploraram formas de promover a recuperação dessa mesma energia perdida e reinvesti-la noutro fim.

 

Após testarem múltiplas hipóteses, decidiram-se por uma bobina de cobre que pode ser fixada a diferentes objetos, incluindo paredes, telefones e computadores portáteis, assim como objetos feitos de plástico, cartão, madeira, e aço.

 

Foi com surpresa que perceberam que, de fato, uma das formas mais eficazes de captar o desperdício foi recorrendo à bobina de cobre, a qual pode ser usada como pulseira no antebraço de qualquer pessoa.

 

O dispositivo poi concebido para custar menos de U$ 050. “Em última análise, queremos ser capazes de colher energia desperdiçada de todo o tipo de fontes a fim de alimentar a tecnologia do futuro”, acrescentou Xiong.

 

Com informações do Planeta ZAP //

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